sábado, 7 de fevereiro de 2009

AS MAIS BELAS ORQUÍDEAS DO CEARÁ - PARTE I



São quase cem espécies identificadas e que habitam o Estado do Ceará, sendo somente uma do gênero Cattleya, a bela, cobiçada e inconfundível pelo seu perfume, Cattleya labiata Lindl., conhecida carinhosamente por "Rainha do Nordeste". De fácil adaptação em qualquer região do Brasil e do mundo, a Cattleya labiata foi objeto de desejo de reis e rainhas no passado. É a orquídea símbolo do Ceará. Só para se ter uma idéia, a Associação Cearense de Orquidófilos - ACEO, criou no ano passado o troféu "Labiata de Ouro" para premiar as mais belas orquídeas expostas na exposição. É também sem dúvida, a orquídea mais utilizada em hibridações.



Vamos conhecer um pouco de algumas orquídeas cearenses, já que falar em todas é tarefa impossível.


Aspidogyne foliosa (Poepp. & Endl.) Garay 1977 -(sin/syn Erythrodes aratanhensis) Este gênero é composto por cerca de 26 plantas terrestres distribuídas da Guatemala até a Argentina, sendo que a maioria das espécies, senão todas, são encontradas no Brasil. Crescem em condições sombrias em bosques primários ou secundários densos, geralmente arraigadas entre folhas secas e musgo. São plantas rizomatozas, de caule ereto, provido de 3 a 8 folhas horizontais, verde amarelado ou escuro, com ou sem reticulado prateado. Inflorescência ereta, apical e racemosa, com flores dispostas perpendicularmente. Fonte: http://www.dalholl.hpg.ig.com.br/



Beadlea cearensis - Cyclopogon congestus (Vell.) Hoehne, Fl. Bras. 8(12; 2): 209 (1945).
* Serapias congesta Vell., Fl. Flumin. 9: t. 54 (1831). Beadlea congesta (Vell.) Garay, Bot. Mus. Leafl. 28: 300 (1980 publ. 1982). Spiranthes alpestris Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 1: 184 (1877). Cyclopogon alpestris (Barb.Rodr.) Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 2: 283 (1881). Cyclopogon langei Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. 16: 322 (1920). Cyclopogon saxicola Schltr., Anexos Mem. Inst. Butantan, Secç. Bot. 1(4): 26 (1922). Fonte:
http://www.orchidstudium.com/ Foto: Leonardo Desordi

Brassavola tuberculata Hook.- Brassavola tuberculata Hook., Bot. Mag. 56: t. 2878 (1829).
Bletia tuberculata (Hook.) Rchb.f., Ann. Bot. Syst. 6: 434 (1862). Brassavola perrinii Lindl., Edwards's Bot. Reg. 18: t. 1561 (1833). Tulexis bicolor Raf., Fl. Tellur. 4: 43 (1838). Brassavola ceboletta Rchb.f., Bonplandia (Hannover) 3: 221 (1855).Brassavola fragrans Lem., Jard. Fleur. 3(Misc.): 78 (1853), nom. illeg. Bletia ceboletta (Rchb.f.) Rchb.f. in W.G.Walpers, Ann. Bot. Syst. 6: 435 (1862). Brassavola fragans Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 1: 65 (1877).Brassavola gibbsiana G.Nicholson, Ill. Dict. Gard. 1: 209 (1884). Brassavola chacoensis Kraenzl., Bot. Jahrb. Syst. 36(80): 7 (1905). Brassavola perrinii var. pluriflora Hauman, An. Mus. Hist. Nat. Buenos Aires 29: 376 (1917). Brassavola ovaliformis C.Schweinf., Bot. Mus. Leafl. 14: 60 (1949. Fonte:
http://www.orchidstudium.com/ Foto: Vera Coelho

Campilocentrum linearifolium Schltr. ex Mansf. 1928 - Gênero que abriga perto de 65 espécies, sendo as mais conhecidas: grisebachii (ex burchelli) floresce no final de inverno e na primavera, micranthum, paolense, pubirhachis, de flores no outono, sellówii, spannagelii. Alguns não possuem folhas, apenas raízes das quais surgem as inflorescências, por isso chamadas de acaulis e áfilas, como as espécies pubirhachis e grisebachii, com flores de apenas 1 milímetro. O nome tem o significado "de espora curva" alusão à sua compria, fina e curva espora do labelo. Quanto ao cultivo, todos com as raízes livres e soltas em ambiente de boa e constante umidade e em sombra moderada a alta, pois provêm de matas úmidas desde o Amazonas, MG, RJ até o RS.Fonte: "ABC do Orquidófilo de uma, várias ou muitas orquídeas" - Prof. René Rocha


Catasetum barbatum (Lindl.), Edwards's Bot. Reg. 30(Misc.): 38 (1844).
* Myanthus barbatus Lindl., Edwards's Bot. Reg. 21: t. 1778 (1835). Monachanthus viridis M.R.Schomb., Trans. Linn. Soc. London 17: 551 (1837), sensu auct.Myanthus barbatus var. immaculatus Knowles & Westc., Fl. Cab. 1: 77 (1837). Catasetum proboscideum Lindl., Edwards's Bot. Reg. 25(Misc.): 86 (1839). Catasetum spinosum (Hook.) Lindl., Edwards's Bot. Reg. 26(Misc.): 65 (1840). Myanthus spinosus Hook., Bot. Mag. 67: t. 3802 (1840). Catasetum comosum Cogn., J. Orchidées 6: 266 (1895). Catasetum brachybulbon Schltr., Beih. Bot. Centralbl. 42(2): 116 (1925). Catasetum polydactylon Schltr., Beih. Bot. Centralbl. 42(2): 122 (1925). Catasetum buchtienii Kraenzl., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. 25: 27 (1928) Fonte:
www.orchidstudium.com
Família
Orchidaceae Célestin Alfred Cogniaux SubFamília Monandrae (as subordo)
Tribo
Catasetinae Pfitzer Gênero Catasetum Rich. Seção Myanthus Lindl. Catasetum barbatum Lindl.

Fonte: www.florabrasiliensis.cria.org.br Foto: Nereu


Catasetum gardneri Schlechter - Ao plantar espécie de Catasetum terrestre (discolor, ciliatum, gardneri, etc.) coloque um pouco de terra vegetal e areia grossa junto com a fibra de xaxim ou a mistura de casca de pinus, isopor e carvão vegetal. Fonte: www.orkideas.com.br/abracc/AltamirSoares

Foto:



Catasetum hookeri Lindl. Bot. Reg. 10: t. 840 (1824). Catasetum milleri Lodd. ex Lindl., Edwards's Bot. Reg. 24(Misc.): 80 (1838).Catasetum triste Rchb.f., Bonplandia (Hannover) 3: 218 (1855).Catasetum labiatum Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 2: 218 (1881).Catasetum hookeri var. labiatum (Barb.Rodr.) Cogn., Fl. Bras. 3(5): 403 (1902). Catasetum imschootianum L.Linden & Cogn., J. Orchidées 4: 266 (1893). Fonte: www.orchidstudium.com
O Ctsm hookeri possui haste ereta,seu labelo é para cima e a abertura próximo a base é menor.Comparando-se com o luridum além da posição do labelo,podemos notar que a base fica totalmente descoberta no hookeri,enquanto no outro permanece escondida pelas pétalas e sépalas. Fonte: http://catasetums.blogspot.com/ Foto: Maria Rita Cabral


Catasetum maranhense Lacerda & da Silva
Etimologia. Nome em homenagem ao Estado do Maranhão, de onde procederam as primeiras plantas estudadas, em 1983.
Habitat e floração. Nordeste do Brasil, nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará e Tocantins, epífita em palmeiras de babaçu (Attalea speciosa Mart. ex Spreng) ocorrentes em matas de galeria de cerrado, a altitudes de 70 a 400 m. Floresce predominantemente nos meses de março a junho em seu habitat natural, até 3 vezes ao ano.
Comentários. 0 Catasetum maranhense foi estudado a partir de 1983 em material coletado, em palmeiras babaçu por João Batista F. da Silva no município de Tuntum, no Estado do Maranhão, quando floriu em junho deste ano em cultivo de Kleber G. de Lacerda Jr. Nesta mesma região foram encontradas espécies de Catasetum do complexo cristatum. Posteriormente, em março de 1992, floriram em cultivo plantas coletadas em Teresina, Estado do Piauí, com semelhanças tanto na parte vegetativa quanto na morfologia floral e fenologia. Outras coletas desta espécie foram feitas nos municípios de São Domingos do Maranhão (JBFS 90), Tutóia (JBFS 350) e Alto Parnaíba (JBFS 349), Estado do Maranhão, em Esperantina (JBFS 338), no Estado do Piauí, e em Nazaré (JBFS s/n) e Tocantinópolis (JBFS s/n), no Estado de Tocantins; material depositado MG. Há evidências de prováveis híbridos naturais entre Ctsm maranhense e espécies de Catasetum com complexo cristatum, com prevalência relativamente grande na região onde coexistem no Maranhão. Apesar de haver sido citado para vários Estados, foi encontrado sempre na mesma espécie de palmeira, o babaçu (Attalea speciosa Mart. ex. Spreng), abundante em matas de galeria de cerrados, mais úmidas. Fonte:
www.orkideas.com.br
Foto:


Catasetum macrocarpum Rich. ex Kunth, Syn. Pl. 1: 330 (1822).
Catasetum tridentatum Hook., Exot. Fl. 2: t. 90 (1824). Catasetum floribundum Hook., Exot. Fl. 2: t. 151 (1825). Catasetum claveringii Lindl. ex Van Geel, Sert. Bot. 2: t. 3 (1829). Cypripedium cothurnum Vell., Fl. Flumin. 9: t. 63 (1831). Catasetum tridentatum var. viridiflorum Hook., Bot. Mag. 61: t. 3329 (1834). Monachanthus viridis Lindl., Edwards's Bot. Reg. 21: t. 1752 (1835), nom. illeg. Catasetum macrocarpum var. bellum Rchb.f., Gard. Chron., n.s., 25: 74 (1886). Catasetum costatum Rchb.f., Gard. Chron., III, 1: 72 (1887). Catasetum macrocarpum var. chrysanthum L.Linden & Rodigas, Lindenia 5: 13 (1889). Paphiopedilum cothurnum (Vell.) Pfitzer, Bot. Jahrb. Syst. 19: 42 (1894). Catasetum macrocarpum var. carnosissimum Cogn., J. Orchidées 5: 219 Fonte: www.orchidstudium.com Com pseudobulbos robustos, sua haste floral sai da base dos pseudobulbos, podendo soltar mais de uma haste, com florações em épocas diferentes. Suas flores parecem helmos que vão da cor verde escuro até o amarelo esverdeado, com centenas de pequenas pintas amarronzadas no interior. A margem superior do labelo, é tipicamente tridentada. O Catasetum macrocarpum é provavelmente uma das espécies mais comuns encontradas em cultivo doméstico. A fragrância que sua flor emite lembra muito o cheiro agradável de canela, e pela manhã não é raro encontrar zangões, conhecidos por mamangabas ou mangavas, aquele tipo de abelha grande e escura, voando em torno das flores e adentrando o “capacete” carnoso para rasparem a cerosidade interna existente, onde esbarram-se no filete com as políneas, que “salta” e gruda nos insetos facilitando a polinização. Fonte: www.orquidariocuiaba.com.br Foto: Vera Coelho



Cattleya labiata Lindl.Habitat
Planta epífita que vegeta sobre árvores nas serras como em locais bastante úmidos, sempre protegidos do sol intenso. Vegeta numa altitude entre 500 e 1000 metros.
Ela procede em maior número de habitats dos estados de Alagoas, Ceará,Paraíba e Pernambuco e raramente do Maranhão e Piauí. Sem dúvida é uma das mais belas e mais cultivadas orquídeas brasileiras.
Planta vigorosa com pseudobulbos de 15 a 20 centímetros de altura, comprimidos e sulcados, apresentando uma única folha oblongo-elíptica. Inflorescências compostas de 3 a 5 flores, sempre muito bem dispostas.
Flor com 20 a 25 centímetros de diâmetro, pétalas e sépalas de colorido típico lilás-médio em diversas tonalidades. As sépalas são lanceoladas e as pétalas mais largas, ovóides e onduladas. O labelo apresenta variações das quais destacamos as mais comuns como segue:
Anelata: apresenta na entrada do tubo um colorido em forma de anel;
Atra: colorido escuro do labelo, estendendo-se pela parte externa do tubo até a junção com as pétalas e sépalas;
Íntegra: a mancha escura do lóbulo frontal estende-se pela parte interna do labelo penetrando pelo tubo;
Orlata: quando a mancha escura frontal estende-se pela sua orla superior;
Venosa: veias escuras entrecortando o colorido na base do labelo. Foto: Gilberto D. Ferreira





As principais variedades:
Alba: pétalas e sépalas branco-puro, apresentando no interior do tubo colorido amarelo. Clones mais conhecidos: "Fumeiro", "Angerer" e "Octávio Fontes".
Caerulea: pétalas e sépalas ligeiramente azuladas, apresentando no lóbulo frontal do labelo tom mais intenso. Clone: "Azulão".
Amethystina: pétalas e sépalas levemente azuladas e lóbulo frontal do labelo de cor ametista. Principal clone: "Canoinhas" ou "Norma Dreher".
Concolor: pétalas, sépalas e labelo apresentando um só tom de colorido. Clone: "Walter Dreher".
Amesiana suave: pétalas e sépalas suavemente rosadas e labelo de colorido um pouco mais intenso. Clone: "Márcia Regina".
Semi-alba: pétalas e sépalas brancas e lóbulo frontal do labelo colorido. Clones mais conhecidos: "Marina", "Cooksoniae" e "Luar de março".
Rubra: pétalas e sépalas lilás-escuras quase rubras e lóbulo frontal do labelo purpureo. Clones: "Guerreiro" e "Schuller". Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cattleya_labiata Foto: Sérgio Garcia

Cyrtopodium cristatum Lindl. O Brasil é o país mais rico com cerca de 35 espécies, algumas delas com descrição recente e o Planalto Central é o centro geográfico de distribuição do gênero. O Cyrtopodium cristatum Lindl é a espécie com área de distribuição, em 14 estados, seguido do Cyrtopodium eugenii Rchb. f e Cyrtopodium polyphyllum (Vell. ) Pabts ex F. Barros (mais conhecido por Cyrtopodium paranaense) em 13 estados. Fonte: http://www.delfinadearaujo.com/on/on26/pages/delfina1.htm Foto: Maria Rita Cabral


Cyrtopodium eugenii Rchb.f. & Warm. in H.G.Reichenbach, Otia Bot. Hamburg.: 89 (1881). A Cyrtopodium eugenii é uma orquidácea que era muito comum em diversas regiões do Sul, Sudeste, Leste e Centro-Oeste do Brasil. Formavam grandes touceiras que chamavam a atenção. Seu nome em tupi-guarani é SUMARÉ. Por este motivo existem diversas localidades (cidade, distritos, bairros) com este nome. Aí, certamente estavam localizadas as referidas touceiras. Hoje, somente são encontradas em locais preservados, fragosos. Fonte: http://br.olhares.com/sumare_foto750511.html Espécie rupícola do Brasil Central, com pseudobulbos de até 30 cm de altura, fusiformes e robustas, com as partes supeior e inferior afuniladas e sustentando estreitas folhas lanceoladas de até 40 cm de comprimento, de cor verde-acinzentado. Flor de 4 cm de diâmetro, com pétalas e sépalas esverdeadas e densamente pintalgadas de marrom claro. Labelo plano e robudo, de cor amarelo-intenso. Floresce no outono. Fonte: L. C. Menezes - Genus Cyrtopodium – Espécies Brasileiras – Ed. 2000 Foto:


Cyrtopodium holstii L. C. Menezes Schlechteriana 4: 149 (1993). Cyrtopodium holstii - Espécie terrestre de solo arenoso, raramente rupícola, encontrada em áreas litorâneas do Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Planta com pseudobulbos fusiformes e longos de até 80 cm de altura. Inflorescência paniculada de 1 m de altura, portando de 50 a 80 flores, que medem 4 cm de diâmetro, variando a cor de amarelo esverdeado a amarelo vivo com mácula marrom avermelhado. Floresce no verão. Fonte: L. C. Menezes - Genus Cyrtopodium – Espécies Brasileiras – Ed. 2000 Encontrei o Cyrtopodium holstii na Serra de Uruburetama-Ce.Foto: Vera Coelho

3 comentários:

Andrea disse...

Eu sou apaixonada por orquideas.Gostaria de conhecer outras especies mais exoticas. Tenho uma pequena coleçao,mas gostaria de torna-la maior.

Andrea disse...

TENHO ORQUIDEAS PARA TROCA, GOSTARIA DE TROCAR?

Alessandro disse...

Prezada Vera: parabéns pelo blog.
Sou biólogo e recentemente fui aprovado em concurso na federal do Maranhão. Pretendo pesquisar as orquídeas do Maranhão e Piauí.
Fiquei curioso ao ver que em sua descrição de Cattleya labiata você cita que ela é encontrada também, raramente, no Maranhão e Piauí. Gostaria de saber se você já viu essa espécie nesses Estados ou conhece alguém que tenha visto. Cientificamente falando ainda não há nada publicado sobre a existência de Cattleya labiata nesses Estados. Se ficar provado isso será uma novidade científica!
Obrigado pela atenção. Muito sucesso.
Alessandro.