
Quando o arroz é colhido e retirado o grão, a casca é jogada fora ou levada pelo vento causando sérios danos à natureza e ao meio ambiente. No entanto, este comportamento tem mudado, uma vez que estudos comprovam as propriedades da casca de arroz carbonizada no plantio de sementes, enraizamento de estacas e plantio de mudas. Altamente rica em silicio após a combustão protege as plantas contra doenças de origem fúngica, além de apresentar outras características físicas e químicas: densidade seca de 150g/l,capacidade de retenção de água de 53,9%, capacidade de troca de cátions de 5,5 meq/dl, Ph em água de 7,4, teor de sais solúveis de 0,7 g/l, 0, 7% de nitrogênio, 0,2% de fósforo e 0,32% de potássio. Segundo o Eng. Agrônomo Roberto Jun Takane,"Com a casca do arroz, o índice de doenças é 30% menor do que o registrado com a fibra do xaxim". Ao serem carbonizadas seu volume reduz em quase 50% e podem ser usadas com outros substratos, como a fibra de coco, casca de pinus, vermiculita, turfa, sfagnum, etc. Em plantas florestais, frutíferas, hortícolas e ornamentais a casca de arroz carbonizada pode ser adicionada à bagana (substrato a base da folhas da carnaubeira), terra vegetal, húmus de minhoca ou outros.Outras vantagens são: apresentam boa drenagem e ausência de plantas daninhas, nematóides e patógenos (da Costa, Mauro Corrêa, 2003).

Para carbonização das cascas de arroz, deve-se escolher um local plano, limpo, próximo à fonte de água e seguir as seguintes etapas:
Fazer fogo com lenha ou carvão no piso do local escolhido;
Pôr o cilindro carbonizador sobre o fogo e depois colocar a base de encaixe da chaminé sobre o cilindro carbonizador;
Colocar as cascas de arroz circundando o cilindro até a altura da base de encaixe da chaminé, de maneira que formem um cone de cascas de arroz;
Colocar a chaminé sobre sua base de encaixe, localizada na parte superior do cilindro carbonizador.
A partir de então, tem-se que ficar atento à saída do fogo na superfície da camada de cascas de arroz, tendo o cuidado de não deixar formar chamas. Para tanto, o operador, com o uso de uma pá, deverá retirar as cascas da base da camada (próximo ao solo) e colocá-las sobre os locais em chamas (pontos de fogo) da superfície da camada. Quando toda a camada de cascas estiver carbonizada, ou seja, escura como carvão vegetal, o operador deverá colocar mais cascas para continuar a carbonização, ou, com o uso de uma pá, afastar para o lado aquelas já carbonizadas e umedecê-las com água até certificar-se de que não há mais combustão, restando apenas as cascas de arroz carbonizadas.

Mês passado visitando um produtor de plantas ornamentais, vi fornos apropriados para a carbonização da palha de arroz e Sr. Francisco, o caseiro, nos mostrou todo o processamento. A palha é colocada sobre estes fornos e jornais são colocados em várias partes do monte de arroz e ateados fogo. A palha é mexida para ser queimada por igual, acrescentando novas porções até que se tenha toda a casca carbonizada. Jatos de água são jogados sobre a palha para apagar o fogo e fazer o resfriamento. Após a secagem, a casca é acondicionada em sacos plásticos.
FONTES: www.cultivodeflores.com.br
www.noticiasagricolas.com.br

3 comentários:
Vera, estou aprendendo uito com seu blog do Orquidario Terra de Luz! Essa matéria e aquela da semeadura caseira são SHOW!!! Abraços!
Obrigada amigo, a recíproca também é verdadeira. O importante no meio orquidófilo é esta troca de informações.
Abraços,
! tão boa ficou essa matéria da carbonização da casca de arroz de teu site, que na matéria sobre sabugo de milho como substrato que publiquei no meu, referenciei a casca de arroz, e não tive como, COLOQUEI NAS PALAVRAS O LINK AQUI DESSE TEU ARTIGO pro pessoal interessado vir aprender direto na fonte!!!! Obrigado grande parceira!!! Bjs!
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