sábado, 14 de janeiro de 2012

Schombonitis Anneliese

Este híbrido é uma pequena jóia da minha coleção. O vermelho possui um tom todo particular e a forma das flores também é única. Híbrido primário entre Schomburgkia crispa e Sophronitis cernua, o seu autor foi o Dr. Brieger, que o realizou na época em que trabalhou como geneticista na Universidade ESALQ de Piracicaba, SP. Anneliese é o nome da sua filha. O autor do registro do híbrido junto ao RHS foi o orquidófilo de Campinas, Waldemar Silva, que o fez em 1970, citando como autor o Instituto de Genética, onde trabalhava o Dr. Brieger. A abreviação de Schombonitis é Smbts. A planta da foto é produto de um meristema feito pelo orquidário Wenzel, à partir de uma planta adquirida pelo Sr. Ewaldo Wenzel diretamente da ESALQ. É impressionante o poder da Sophronitis em reduzir o tamanho dos seus descendentes. A planta em si é baixa, sendo um pouco mais alta que uma Cattleya walkeriana. As folhas são onduladas e escuras, também herança típica da Sophronitis, característica presente na maioria dos seus híbridos. Alguns pseudobulbos são bifoliados, mas a maioria deles é unifoliado. As flores regulam em diâmetro com as de uma Sophronitis coccinea. Da Schomburgkia o híbrido herdou mesmo foi a robustez. É planta de cultivo rústico, que gosta de boa luz, ar livre, sereno e substrato muito bem drenado. A orquídea da foto estava plantada em sphagnum do Chile, em um cachepot de madeira, mas eu a transplantei recentemente para um substrato de cubos de peroba (aprox. 3x3 cm), também em um cachepot de madeira. A rápida drenagem e o bom arejamento das raízes a beneficiou muito. A adubação é semanal, com Peters 20-20-20 e Vitan, que é um adubo orgânico. Aplico os dois juntos, usando para cada um uma dose um pouco menor que a recomendada, pois são dois ao mesmo tempo, mas não se pode aplicar Vitan em substrato de sphagnum, pois o adubo orgânico o deteriora rapidamente. Eu tenho uma Schomburgkia crispa albina, cujas flores são amarelas. Muito bela essa variedade. Pretendo repetir esse cruzamento, usando como matriz essa Schomburgkia crispa albina que possuo e uma Sophronitis cernua amarela, para obter a versão amarela da linda flor que podemos ver nas fotos abaixo. Carlos.




Carlos Keller

Rio de Janeiro, RJ

carlosgkeller@terra.com.br


2 comentários:

José Antonio disse...

Que lindo parabéns e muitas florações um grande abraço orquidofilo...

Anônimo disse...

Boa Tarde!
Realmente essa orquídea é muito bonita e difícil de ser encontrada!

Anneliese(minha avó)era a esposa do Dr. Brieger.

Abs,

A. Brieger